sábado

18 de fevereiro de 2015 - Thom

Minha primeira escrita aqui no diário. Tá amanhecendo, tem cheiro de carne podre por todo o lado. Eu matei uma menininha que batia no carro ontem. Ela tava com um pedaço de madeira, batendo na janela e eu dei um tiro e dormi de novo. A gente não dorme de noite. Acho que de noite é pior. Dormimos quando o sono nos vence. Um dorme, outro cochila e outro vigia. O mesmo pra quando dirigimos.

Depois de arrombar um hotel em Araranguá, o Becker, e tirar um sono um pouco mais tranquilo (ainda que ouvíssemos uns barulhos), parecia ser um local mais seguro, nos quartos bem de cima. Com os elevadores trancados, nós montamos barricadas na escada de cada andar. Subíamos e descíamos por um escada de incêndio na parte de trás, que dava pra garagem.

Descemos pra um supermercado a umas duas quadras daqui. Rafael quebrou a vitrine dos cigarros e colocou em sacos de lixo. Comemos umas frutas lá mesmo, mas a maioria estava meio podre. Pegamos cereais, óleo, dois galões de água.

Estávamos tentando ligar a chave de luz no hotel, mas parece que a cidade está desligada. Logo depois ouvimos um barulho estranho no primeiro andar e saímos pelo prédio atrás do hotel. Encontramos dois zumbis quase morrendo no primeiro andar do prédio. Eu e Carlos demos os "tiros de misericórdia" e subimos em cima de um posto de gasolina. Achamos um notebook com internet no escritório, mais algumas armas, munição e dois coletes à prova de balas. Não sei se serão muito úteis, mas os levaremos depois de "limpar" o hotel.

Estamos na frequência 5-43 do walkie talkie, e provavelmente iremos apenas pegar algumas coisas nossas no hotel, que ficará como um posto caso voltemos para cá. Esperamos achar alguém vivo por aí.

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