segunda-feira

13 de fevereiro de 2015 - Carlos - História

Ao descobrir que Rafael passou no vestibular, eu, ele e Thomas fomos para a Cidade Baixa comemorar. Sentamos em um buteco e começamos a conversar...
Ao chegar as 22h, eu dei a idéia de irmos para Casa, em Viamão, pois ficaria muito tarde para voltarmos depois..
As 23:00 quando estvamos chegando no condomínio, notamos que não havia nenhum guarda na guarita, e o portão estava aberto.. achamos estranho, mas seguimos em direção à casa.
Ao entrarmos no patio de casa vimos que a porta estava aberta e que havia uma janela quebrada. Thomas saiu correndo do carro, consecutivamente, eu e Rafael também. Thomas estava parado, olhando para algo... eu e Rafael chegamos perto dele para ver o que era, e vimos dois corpos no chão combinados com muito sangue espalhado pela casa. Ouvimos um grito vindo dos fundos da casa.
CORRAM PARA O QUARTO ! – Gritou Thomas.
Entramos desesperadamente no quarto, Thomas foi fechar a janela enquanto eu e Rafael botavamos o armário na frente da porta.
São CINCO! – Disse Thomas
Nós três, entramos em desespero, e procuramos tudo o que podiamos levar, pois tinhamos que sair logo daquela casa.
Fui na frente com o Machado, Rafael no meio com pé de cabra, e atras, Thomas, com a mochila muito pesada e com uma faca na mão, reclamando de dor nas costas.
Descemos as escadas até o estacionamento, entramos em meu carro, Rafael pôs a chave na ignição com pressa e tentou girar, nisso...
uma pessoa, que talvez estivesse afetada pela pandemia zumbi, apareceu correndo e batendo no parachoque do carro.
SOCORRO! ME AJUDEM! – Gritou a mulher aparentemente afetada.
Eu, Rafael e Thomas nos olhamos, mas resolvemos deixar a mulher alí, pois era muito arriscado ajudá-la.
Horas depois, estavamos chegando à sede de uma empresa de Segurança, onde haviam carros fortes e tudo mais.
A cidade estava aparentemente vazia.
Nós entramos na empresa, e procuramos por mantimentos e armas.
Encontramos 3 pistolas de Calibre 9mm e 2 Gauge Shotgun (Doze)
Olhamos para o pátio da empresa, e vimos varios carros-forte estacionados, pensamos em pegar um carro e seguir sua viajem, mas não achamos a maldita chave.
Voltam a seu humilde carro, e começam a discutir sobre o que precisariamos de mantimentos, tentamos pedir ajuda pela internet, mas o modem 3G não funcionou.
Não sabiamos para onde ir, então decidimos pegar a Free Way e seguir rumo ao norte.
Os carros estavam parados, a maioria deles todos quebrados, e ninguem por perto!
Não há como seguir em frente – Disse Rafael.
Pegue a direita, vamos pelo mato – Disse Thomas.
E seguimos em frente...
Depois de 7 horas de viajem de carro, chegamos a fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.
A estrada estava trancada, não havia como passar com o carro.
Saimos do carro, desesperados, e começamos a procurar por mantimentos em outros carros.
Avistamos um posto de Gasolina, e fomos até ele.
Lá, encontramos uma caminhonete Pajero preta, com a chave na ignição e ninguém dentro.
Rafael começou a encher o tanque da caminhonete, enquanto eu e Thomas entramos na loja de mantimentos, para procurar comidas e afins.
Os vidros estavam vermelhos de sangue, e quando entramos, vimos corpos irreconheciveis no chão.
Restos do que antes poderiam ter sido corpos espalhados para todos os lados.
Mais ao fundo, os restos do possivel atendente da loja sendo devorados por um zumbi.
Thomas pisou em um caco de vidro, e acidentalmente o quebrando, fazendo um barulho que assustou o zumbi.
O Zumbi vira e olha no fundo dos olhos dele, como se tivesse fazendo um dilema com sua alma. O Zumbi pulou e por reflexo, eu e Thomas atiramos.
Rafael ouviu os disparos, e entrou correndo com sua pistola para ver o que estava acontecendo. Só conseguiu ver Thomas com uma cara de assustado. Olhando para os lados viu o lugar, imundo, um cheiro horrível de gente morta.
Pegamos os mantimentos, e enquanto nos dirijimos para o carro, olhamos para trás e nos surpreendemos, nunca vimos tantas pessoas mortas juntas, não apenas mortos, mortos que corriam, e corriam na nossa direção...

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